quinta-feira, 1 de junho de 2017

Distribuição: A chave para o sucesso


Por Mayse Toledo


 Com as primeiras  exibições na cidade maravilhosa (Rio De Janeiro), o cinema chega ao Brasil em 1896 com o filme dos irmãos Lumiére, Auguste e Louis Lumière.  Mas as primeiras gravações feitas no Brasil foram feitas pelos irmãos Segreto, imigrantes italianos que filmaram a Baía de Guanabara, á bordo do navio francês Brêsil. O cinema brasileiro era representado com base nas fases que o Brasil estava no momento. No período da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, o numero de documentários era enorme, de lá para cá o cinema nacional vem crescendo e melhorando com o decorrer do tempo, mas se pararmos para pensar ainda falta crescer muito, não em produção, pois em 2016, o cinema brasileiro registrou recorde com 143 filmes lançados, mas sim na divulgação que a salas de cinema dão para os filmes nacionais. A maioria dos filmes nacionais que dão bilheteria é de produção GLOBO FILMES, e é distribuído para mais de 500 cinemas com atores globais e são muitos mais divulgados do que filmes que são de produção independente que muitas vezes são colocados em cartaz em “meia dúzia” de cinemas.

Aqui no Brasil podemos destacar os filmes que tem como gênero a comedia e muitas vezes trazem situações do dia-a-dia e/ou à realidade da população de massa nas grandes capitais com o acréscimo do humor. E posso afirmar que filmes como Minha Mãe É Uma Peça e SOS Mulheres ao Mar é bem mais visto do que um Documentário que também tem como foco os aspectos da realidade nacional, porém tem drama como foco central.
Mas, não posso deixar de lado outros sucessos brasileiros que fazem parte da historia do cinema nacional como Cidade De Deus que foi lançado em 2002 e relata de forma árdua a realidade de dois jovens que seguem caminhos diferentes nas favelas do Rio de Janeiro nos anos 70 
Outra produção nacional que deu o que falar foi Carandiru que foi baseada no livro do Dr. Dráuzio Varella (Luiz Carlos Vasconcelos) que fez um trabalho de prevenção de AIDS no maior presidio da América Latina.

O filme que bateu o recorde nas bilheterias nacionais e foi uma febre nacional tinha como protagonista Wagner Moura, “Tropa De Elite 2” se tornou a maior bilheteria do cinema nacional ao atingir 10.736.995 em dezembro de 2010, sendo que melhor público de um documentário brasileiro em 2009 foi o de "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei", de Claudio Manoel, Micael Langer e Cavito Leal, com 71,4 mil espectadores ambos de produções GLOBO.
Ao conversar com duas pessoas sobre o Cinema Nacional tive declarações totalmente inversas: “Não gosto muito, a produção não me agrada, o cenário é pobre e os textos geralmente não me encantam, não chama minha atenção”, declarou Luan Colaça, estudante de Arquitetura. Já o estudante Hyago Cardeal de Gestão da Tecnologia da Informação comentou: “comecei a admirar mais do cinema nacional. Os filmes estão mais interessantes, mais inteligentes, mais reais. Porém, não curto muito documentários. Os novos filmes de comedia me fazem querer ir ao cinema”

E quanto a nossa indicação ao Oscar com O MENINO E O MUNDO em 2016? A indicação foi muito importante para o reconhecimento do nosso cinema, mas muitos só ficaram sabendo através da transmissão na TV sobre a animação "O Menino e o Mundo” infelizmente ocupou apenas 17 salas de cinema no país, atingindo público de 33.978 pessoas. Que coisa não? O que pude concluir é que a falta de distribuição e a falta de interesse são os grandes vilões da historia!

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